TUQUINHA

Otuquinha | Três meses

Para quem segue o blog, sabe que à três meses atrás tornei-me mãe do tuquinha, ou seja, três meses já passaram! O chato do tempo bem que podia parar durante anos só para vê-lo assim, sempre pequenino. Tenho aproveitado cada segundo com ele, vejo-o a crescer e a evoluir, a experiência está a ser tão gratificante. Nunca pensei em ser mãe, muito menos aos vinte, mas também a única coisa que estou a perder são horas de sono (já não durmo uma noite completa à seis meses!). As únicas diferenças da minha rotina foi começar a passar a ferro, meter mais máquinas a lavar a roupa, estar vinte e quatro horas por dia, sete dias da semana com um guaxinim (eu queria chamar texugo, mas o bu disse que um guaxinim é mais fofo) e sempre que saimos de casa temos que levar mil e uma tralhas.

Quem está de fora pensa que é mais velho do que parece, com a roupa andamos sempre à nora porque causa dos tamanhos, já levanta a cabeça tão bem, dobra o sorriso, começa a palrar e já agarra nos brinquedos. Quem diria que uma semana antes de fazer os três meses cresceu assim tanto!

Durante a noite somos três na cama e fico quase sempre no meio de dois homens (que sortuda)! Comigo as dores de pós-parto passaram e já estou bem mais à vontade em dar mama em qualquer lado (até num shopping cheio de pessoas). Não importa como está a correr o meu dia, aquele sorriso melhora sempre tudo.

Para quem não sabe está a decorrer um passatempo no blog.
Sabe tudo aqui.

Babywearing #2

Comecei com o babywearing provavelmente quando o tuquinha tinha duas semanas, não foi cedo nem foi tarde, foi na altura certa. Ele estava a passar por uma fase que não deixava-me fazer as coisas em casa e andar com um bebé sempre ao colo é de loucos, só conseguia despachar trabalho quando o Bruno chegava. Não foi só por isso que me levou a escolher o babywearing. Querer ir a algum lado e ter que levar o carrinho é bastante chato, principalmente quando os passeios são pequenos, existem escadas ou a rua é em pedra, todas as mães sabem do que falo. Puder fazer as coisas com as duas mãos livres e saber que está junto de mim é excelente .

 

 

Comecei com um pano elástico no qual foi o pior erro de sempre. Para utilizar os panos é preciso fazer as dobras, estar tudo bem apertado. Este tipo tem uma durabilidade mínima ao contrário de um pano normal. Para juntar à festa o tuquinha não nasceu propriamente pequeno e começou a crescer bastante rápido, por isso descaia a maior parte das vezes, o que nunca pode acontecer e as dores nas costas eram bastantes, para não falar que faz muito calor visto que precisa de ter três camadas. Durante o inicio ajudou-me a perceber como tudo funciona e a ter mais conforto com ele.

 

Com aquilo acontecer, voltei a pesquisar novamente e optei por comprar um Meitai evolutivo que é basicamente um pano só que bastante mais prático de colocar. Ele é evolutivo porque dá para ajustar na zona do acento e o tamanho do painel. Não é o mais aconselhável para recém nascidos mas existe este tipo de modelo que se pode utilizar. Dá para perceber o porque, ele fica “coladinho” a mim mas a sensação é bastante diferente do pano. É bem mais fresco, mas ainda não consegui experimentar nestes dias de bastante calor para ter uma opinião em concreto. Quanto ao resto é mil vezes melhor e bem mais prático de utilizar.

 

Noto uma grande diferença quando o pequeno anda no pano, as cólicas quase que desaparecem, ele dorme descansado, fica mais calmo o resto do dia e estamos todos contentes. Os benefícios são imensos e estou a pensar em investir nos panos e nas mochilas isto se o homem também quiser 🙂

Para saberes mais acerca do babywearing vê este post.

Workshop – Cozinha vegetariana para bebés

No passado sábado fui ao meu primeiro workshop de cozinha vegetariana e logo com a Gabriela Oliveira. se não sabem, é a escritora dos livros cozinha vegetariana para bebés e crianças, para quem quer poupar e para quem quer ser saudável. Os únicos livros que tenho de receitas são os dela e agora com o A temos que começar a treinar a receitas para ele, ou seja dois tofus de uma cajadada só.

O local do worshop foi no Tamari, em Leiria e por incrível que pareça eu desconhecia. É sempre bom encontrar mais um sitio para uma refeição.

As receitas foram espectaculares, bastante práticas e intuitivas. Começou pelas papas, uma de arroz outra de aveia crua que são extremamente fáceis de fazer em casa e óptimas para substituir aquelas que são de compras. Tenho feito quase todos os dias uma de farinha de arroz e aveia e termino com banana ou sementes de chia. Para prato principal fez uns bifinhos de tofu com açafrão e molho de caju, acho que nunca comi comida tão boa como aqueles bifinhos, estavam acompanhados de almôndegas de legumes muito saborosas, quinoa e uma salada.

A sobremesa foi umas bolachinhas de aveia e banana (vou ter que repetir a receita) e um brownie de chocolate e batata doce.

fonte Tamari
Este workshop chegou mesmo na altura certa para aprender a fazer receitas para o pequeno e para nós. O que é certo é que estava tudo tão bom como se pode imaginar e é excelente vermos as receitas feitas do que estarmos a ler. Deu para demonstrar  certas bases para confeccionar as refeições áa em casa e como sempre a ideia de ser saudável é caro e dá trabalho é mentira.

Opiniões dispensáveis

A maior parte das vezes as opiniões são dispensáveis, não por serem de X ou de Y mas sim o seu contexto ou o que querem insinuar. Quando descobri que estava grávida o problema era ser vegetariana, onde ia obter as proteínas ou se ia ficar anémica (coisa que nunca aconteceu). Mesmo antes dele nascer a pergunta jackpot era se o A também ia ser vegetariano, e a resposta era obvia, mas depois ripostaram com, “mas tu não podes obrigar o teu filho ter essa alimentação”. Esta foi o fim do mundo, eu não podia obrigar o meu filho a ter a mesma alimentação, mas as pessoas que comem de tudo já podem? O que vale é que foi a primeira e a ultima vez. Mais tarde perguntaram se ele quisesse comer carne se nós iriamos deixar? Quando ele tiver consciência e se for uma coisa que quer realmente teremos que deixar, mas até lá vai perceber que não é preciso comer animais para ser saudável e estar bem consigo próprio. A introdução alimentar irá chegar e nessa altura vamos querer o máximo respeito pela nossa escolha de não incluir animais, açucares, comida processada e por aí.

 

Outra grande opinião que estou habituada a ouvir é acerca do colo. O colinho faz bem, e há estudos que comprovam isso. Não sei como ficam com manhas ou habituam-se a isso, se eles choram é porque querem um conforto, um carinho e não porque estão mal-habituados. Muitas das vezes também queremos uma meiguice e ninguém julga por isso. Estiveram nove meses dentro da barriga e vão precisar de muito mais tempo coladinhos a nós. Uma vez achei incrível um estranho virou-se para mim e disse para não dar colo. Como é que é possível? É meu filho, eu dou colo porque quero, porque ele precisa e porque ambos estamos bem assim e para não falar que estou a escrever isto com ele no meu colinho.
Dar mama também é algo que gostam de comentar e ficarem especados a olhar. Eu dou sempre que lhe apetecer e em qualquer lugar. Não tenho pudor, nem me sinto incomodada, apenas não percebo porque ficam a olhar. É o ate mais bonito da maternidade e tenho imensa pena de mães não conseguirem dar maminha. Muitas das vezes vem o tal comentário, mas ele está sempre a mamar? Por favor, eu estou sempre a comer e não é por isso que dizem alguma coisa. Para um mês e meio ele está grandinho, bem de saúde e bem alimentado. As coisas vão continuar a ser como são.

Passou pouco tempo desde que nasceu e já há coisas que me deixam estupefacta, eu sei que certas vezes não fazem por mal, mas não é preciso. Eu sou mãe e faço o que acho melhor, se eu errar já não vai haver uma próxima, mas por enquanto quero aproveitar estes momentos o melhor possível sem ter que estar à espera de um comentário. Somos mães ou pais e sabemos o que passámos ou vamos passar. 

Babywearing

Desde que o A nasceu é difícil fazer as coisas cá em casa e sempre que saímos andar com o carrinho não ajuda muito. Juntámos o útil ao agradável e iniciamos a nossa jornada no babywearing.
O que é o babywearing?
Babywearing é a forma de levar os nossos bebés coladinhos a nós, como se eles ainda tivessem na barriga. Apesar do nome ser um pouco desconhecido cá em Portugal é muito comum nos países africanos, asiáticos e indígenas. Existem vários metodos para o transporte tais como o pano (elástico ou não), ring sling, mochila e mei tai. Estes são os conheço e dentro destes temos um pano elástico, uma mochila e um mei tai evolutivo.
Qual a diferença do marsúpio para um modelo ergonómico?
O nome marsúpio é bastante conhecido por todos nós e vendido ao “desbarato”. Além de não ser aconselhado não tem nada de ergonomico. Enquanto num modelo ergonómico o apoio vai de joelho a joelho com a posição M (posição em que os joelhos ficam mais acima do que o rabinho do bebe) o marsúpio só tem suporte na zona dos genitais. Se nós não ficamos confortáveis se estivermos pendurados eles também não vão ficar. Outras formas de ver é se o painel é rijo, se for o bebe não vai conseguir ficar em C.

 

Quais os indicados para os primeiros meses?
O que recomendam sempre é o pano, tanto pode ser elástico ou não, e o ring sling. Apesar do A ainda não ter um mês e meio eu não gosto muito do pano elástico e por isso optamos por comprar algo mais prático como um mei tai evolutivo. Não é tão aconselhável como o pano ou o RS mas é uma das hipoteses e o modelo que compramos fica bastante parecido ao uso do pano, por isso até foi uma compra agradável.
Prós e Contras.
Eu só tenho bem a dizer desta forma de o transportar. Quando utilizamos notamos que não tem tantas cólicas, durante a noite dorme melhor, temos as mãos livres, não precisamos andar sempre à procura de um elevador ou uma rampa para subir com o carrinho, podemos fazer as tarefas de casa e o principal anda sempre junto de nós.
O único contra é que eu não sou experiente e perco algum tempo a coloca-lo no pano ou no mei tai, fico com dores de costas, ou ele começar a descair no pano elástico. Mas acontece sempre aos iniciantes, não nascemos ensinados.

 

Como disse ainda somos bastante inexperientes e estou a aprender todos os dias. O que escrevi foi um pouco do que tenho vindo a perceber. O melhor para ver qual o modelo indicado é falar com uma consultora e marcar um encontro para experimentar. Apesar de tudo só posso dizer bem e fico feliz por me terem falado no babywearing.

E agora?

Apesar de ser difícil adiantar trabalho com um recém nascido que quer a nossa atenção o dia todo prometi a mim mesmo que os fins de semana seriam de descanso e que não iria publicar nada para passar o dia com eles.

 

À pouco tempo atrás o A teve uma crise infernal, nunca pensei que chegasse aquele ponto porque tenho cuidado com a minha alimentação, com a pele dele, mas afinal havia outra. Desde que ele nasceu nós usamos sempre as fraldas da dodot sensitive e sinceramente nem sei porque fomos logo comprar aquelas com um mercado tão grande. Burrice nossa, de pais de primeira viagem. O seu rabinho não esteve famoso e com isso não ficou assado, ficou com feridas pequeninas. Não sabíamos por nada deste mundo qual a razão, e eu sempre pensei que tivesse sido algo que tinha comido mas ai é que vem a história. Já andava farta de colocar o creme muda fraldas e por nada deste mundo aquilo passava. Fomos ao centro de saúde para a consulta semanal e recomendaram comprar violeta genciana, lá fomos nós à farmácia comprar. Não sabia que aquilo era uma bomba de tingimento e coitadinho ficou com o rabinho roxo (se fosse azul diria que era um smurf). Ajudou a cicatrizar, mas sarar realmente e desaparecer está quieto. Fiz um dia só de violeta e sem creme, nada, no dia a seguir já ia alternando, nada. Até que apareceu uma promoção fantástica das fraldas babybio da moltex e compramos. Decidimos deixar o pacote a meio das dodot e experimentar estas novas e por incrível que pareça com a ajuda do creme e das novas fraldas lá se foram as feridas. A “culpa” das dodot é por ter aquela malha entre o absorvente e o bebe que agarra à pele. Mesmo que se mude de meia em meia hora como já fiz, acabam sempre por acontecer o mesmo, então vão para a lista do “big no”. O que as dodot têm de negativo, as babybio tem de positivo. São super absorventes (tirando as vezes que ele anda no pano nenhuma consegue absorver), biodegradáveis. A Cobertura externa impermeável, a barreira antifugas e a bolsa reintegram-se num período de 3 a 6 anos. A fraldas na minha opinião são boas para o meu bebé e até agora não há nenhuma razão de queixa.

Primeiros dias

Normalmente quando falo com mães dizem-me sempre o pior foi o parto, comigo foi totalmente o oposto.
O pós parto foi a altura em que mais fui abaixo por não conseguir tomar conta do meu filho a 100%. Custou-me as dores, custou-me a dar maminha, custou-me a ter levado pontos, custou-me estar mais de 5 minutos em pé. A primeira semana foi cansativa, o corpo estava numa mudança radical coisa que nunca tinha passado. Dei por mim a ler de tudo que havia na internet por, pensava que não era normal. Durante a gravidez os quilinhos a mais vieram até a mim e passados uns dias estava com menos 10 kilos. Achei espetacular, foi uma das coisas que me fez aumentar a auto estima depois de ter passado por aquilo tudo. O inferno das duas semanas ficou para trás e com ele as também as dores.  Nessa altura é que comecei a aproveitar a verdadeira vida de ser mãe. O primeiro mês passou e foi um misto de emoções alem de ter sido mais rápido do que pensava. Achei e acho maravilhoso ter uma mini pessoa a depender de nós para tudo e não é nada como nós imaginávamos. É mágico, delicioso e passar o dia todo com ele, é uma dádiva. Acho tão engraçado quando ele começa a abrir boca a procura de maminha, aquelas feições que mudaram e que vão mudando com o tempo, aquele cheirinho a bebé,  a hora do banho que começam a ser tão pacificas, acordar todas as manhãs ao lado deles. Estar presente nestes momentos faz-me ver a sorte que tenho e a família que estou a criar e a ver crescer. Não podia estar mais feliz.

O inicio

Mães há muitas, mas todas são diferentes. Já passou um mês desde que tenho o A comigo e tem sido um misto de emoções.

Nós falamos sempre das coisas boas e esquecemos que também existem as más e isso aconteceu comigo. Durante a gravidez detestei tudo, não gostava da barriga, dos enjoos, de ter que mudar a rotina, das noites mal dormidas, de ter atenção para mim, que tocassem na “lamparina magica” como fossem pedir um desejo ou até mesmo fazerem sentir-me inválida. Não foi um período complicado (sim para mim foi um período), muito pelo contrário até foi bastante calmo o problema era não estar preparada para a mudança que iria ser. Sempre avisaram-me que quando nascesse as coisas iriam complicar, mas nunca pensei no assunto, nunca fiz filmes, apenas tinha aquele desconforto que todas as mães de primeira viagem têm. O meu trajeto de vida não incluía filhos a não ser que houvesse um descuido e foi isso mesmo que aconteceu. Ele simplesmente apareceu e melhorou imenso as nossas vidas. O parto, o tal medo do parto nunca chegou a aparecer.  Entrei em pânico sim, por causa das dores das contrações, mas nem por um segundo tive medo. Não foi como queria ou tinha idealizado, foi como elas quiseram. Ficar internada? Foi estranho passar a noite longe de casa e “sozinha”, ter enfermeiras 24h sob 24h sempre a perguntarem coisas, pessoas a ligar  e as visitas aparecer. Ao inicio tinha dito que não queria que ninguém telefonasse e nem queria visitas. Fomos burros por mudar de ideias, o mais cansativo é mesmo receber as visitas, estar com péssimo aspeto só querer descansar e depois termos que fazer boa cara para as queridas ficarem contentes. As mini férias no hospital passaram e o regresso a casa foi duro de se ver. Estar toda dorida, com pontos, não saber o que fazer com o macaquinho, a casa desarrumada, foi a confusão total. Chorei durante a semana inteira, mas chorei mais de desespero no ultimo dia antes de tirar os pontos, as dores eram imensas, não conseguir sentar, andar ou fazer alguma coisas era frustrante. A simples tentativa de tomar conta do menino e não conseguir era doloroso de mais e o parto nem foi um terço das dores do pós parto. A minha salvação era ter o Bruno comigo, o apoio que ele deu e ter sido incansável foi algo extraordinário. Neste momento já está quase tudo bem, dizem que o corpo demora por volta de 6 meses a voltar ao sitio e é isso que me está a aparecer. Este mês foi qualquer coisa sem explicação. Fico babada quando estou a dar maminha e ele fica quieto a olhar para mim, quando manda aquele sorriso segundos antes de adormecer ou então aquelas birras à noite que são tão chatas mas ele só quer o nosso carinho. O meu filho, sim o meu filho é o melhor da minha vida.
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